Familiares de vítimas de rebocador impedem entrada e saída de cargas da Bertolini

Protesto iniciou na manhã desta quinta-feira (31) em frente a empresa que é dona do barco rebocador que afundou no rio Amazonas no dia 2 de agosto. Nove pessoas continuam desaparecidas.

Familiares usaram cartazes e faixas para cobrar celeridade no resgate dos nove desaparecidos (Foto: Hudson Bastos/Arquivo Pessoal)

Familiares usaram cartazes e faixas para cobrar celeridade no resgate dos nove desaparecidos (Foto: Hudson Bastos/Arquivo Pessoal)

Familiares dos nove desaparecidos do naufrágio do barco rebocador no rio Amazonas, iniciaram um protesto em frente a Bertolini, empresa dona da embarcação, na manhã desta quinta-feira (31) em Santarém, no oeste do Pará. Com faixas e cartazes, eles cobram celeridade no plano de resgate dos tripulantes do rebocador. O grupo com cerca de 40 pessoas iniciou o protesto por volta das 6h30 e se dividiu nos dois portões principais da empresa, impedindo a entrada e saída de cargas.

Gilmar Brito é irmão de uma das vítimas do acidente, o cozinheiro Juraci Brito, que está entre os desaparecidos. Ele acredita que o prazo dado para a possível retirada do rebocador do fundo do rio é grande, o que aumenta ainda mais o sofrimento e a angústia da família.

“Queremos uma resposta da Bertolini sobre a empresa que vai fazer o resgate e quando isso vai acontecer. Achamos muito tempo de espera até novembro, que é o prazo final disso tudo. Queremos isso o mais rápido”, disse.

Os funcionários da empresa, que estavam no plantão de quarta-feira, saíram pela manhã. Os que iriam entrar para trabalhar nesta manhã foram impedidos de entrar. “Sem funcionários não há movimentação. E isso mexe diretamente com a empresa”, enfatizou Gilmar.

Barracas foram montadas próximas ao portão central da empresa (Foto: Hudson Bastos/Arquivo Pessoal)

Barracas foram montadas próximas ao portão central da empresa (Foto: Hudson Bastos/Arquivo Pessoal)

Os familiares montaram barracas em frente ao portão principal e garantem que a manifestação é pacífica. Segundo os manifestantes, eles não têm horário para encerrar o movimento e, se for possível, irão acampar no local do protesto.

Gilmar Brito disse ainda que até o fim da manhã, nenhum representante da Bertolini conversou com as famílias. Há uma comissão formada por familiares para conversar com a empresa.

A Bertolini informou que não vai se pronunciar a respeito do caso.

Fonte G1   Santarém

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