Plano para içamento de rebocador e resgate das vítimas é arriscado e exige cautela, revela delegado

Sonar detectou que embarcação está 80% aterrada. Ao final de cada dia, a Smit emite relatório para que os órgãos decidam as próximas etapas do plano de resgate.

Integrantes da operação de resgate durante reunião em Óbidos (Foto: Ascom/Segup)

O plano de resgate do rebocador naufragado próximo ao município de Óbidos, no oeste do Pará, está sendo executado desde o dia 13 de novembro, mas fenômenos naturais têm preocupado os órgãos de segurança. Com o aterramento natural da embarcação provocado pela força do Rio Amazonas, o casco do rebocador pode romper caso ocorra alguma falha no içamento, conforme informou o diretor do grupamento fluvial do Pará, delegado Dilermano Dantas.

Em entrevista à TV Tapajós, Dantas disse que o prazo estabelecido para que todas as etapas da operação aconteçam ainda não encerrou. Ao final de cada dia de operação os representantes da empresa Smit emitem um relatório técnico sobre os procedimentos feitos no local onde a embarcação está. “É sobre a questão do assoreamento, do material depositado em cima do empurrador se diminuiu ou não, se foi possível evolução nesse sentido”, disse. Com a apresentação desses documentos diários, os órgãos envolvidos na operação decidem os próximos passos do içamento.

A embarcação foi localizada por um sonar que apontou que apenas 20% do rebocador não estava aterrado. “Há o risco de o equipamento rasgar parte do casco do rebocador onde é possível prensar o grebe, por isso a gente depende, cautelosamente, dessas informações para avaliarmos esse risco”, ponderou.

Plano para içamento do rebocador e resgate das vítimas é arriscado e exige cautela

Plano para içamento do rebocador e resgate das vítimas é arriscado e exige cautela

Dilermano enfatiza que a operação requer cautela porque a preocupação não é com a embarcação, mas sim com os possíveis corpos dos nove desparecidos que podem estar nos compartimentos do rebocador. Se o casco romper, eles podem ser perdidos e as próximas etapas ficam comprometidas.

A Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros acompanham as ações realizadas no local nesta quinta-feira (23) e ao fim do dia também emitirão informações sobre o processo de resgate.

G1 Santarém

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