Operação de içamento de rebocador avança e embarcação se desprende do fundo do rio

Rebocador estava com 80% do casco soterrado por sedimentos e foi necessário fazer jateamento. Próxima fase é levar a embarcação para uma profundidade menor e fazer o içamento.

Próxima fase é levar a embarcação para uma profundidade menor e fazer o içamento (Foto: Marinha/Divulgação)

Próxima fase é levar a embarcação para uma profundidade menor e fazer o içamento (Foto: Marinha/Divulgação)

A operação de içamento do rebocador naufragado próximo a Óbidos, no oeste do Pará, e resgate de nove desaparecidos no acidente náutico avançou mais uma etapa. A empresa Smit contratada para executar o plano de resgate confirmou que conseguiu desprender a embarcação do fundo do Rio Amazonas.

Os trabalhos para fazer o içamento começaram no dia 14 de novembro, mas um sonar constatou que sedimentos aterraram cerca de 80% do casco do rebocador, o que impedia o deslocamento para uma profundidade menor. Ele ainda se encontra a cerca de 60 metros de profundidade.

Para fazer o desprendimento a Smit usou jateamento e escavações na tentativa de eliminar a maior quantidade de sedimento que prendia a embarcação. Após a soltura, o próximo passo é levar a embarcação para um trecho do rio com profundidade de 20 metros para depois ser içada completamente. Esta fase iniciou nesta terça-feira (28).

Os órgãos que participam da operação dizem que a operação ainda requer cautela porque a preocupação não é com a embarcação, mas sim com os possíveis corpos dos nove desparecidos que podem estar nos compartimentos do rebocador. Se o casco rompesse, eles poderiam ser perdidos e as próximas etapas ficariam comprometidas.

O plano inicial foi alterado para garantir mais segurança no decorrer da operação. Segundo comandante da Capitania dos Portos de Santarém, capitão Ricardo Barbosa, o 4º Distrito Naval foi comunicado e aceitou as modificações. A principal mudança é quanto a colocação de uma rede por cima da embarcação para que não se perca as coisas que estejam no interior do rebocador. Esta etapa foi adiada.

Içamento

O novo local para onde o rebocador está sendo levado oferece mais condições para que o resgate seja feito. Ele é mais raso, plano e a correnteza é menos forte. “Ele será novamente depositado no fundo do rio onde será feito o trabalho de colocação da rede em cima dele, a empresa vai coloca-lo na posição correta de cabeça pra cima, e depois o guindaste seguirá com uma balsa de apoio e retirará a garra e o içamento será feito através de cabos”, explicou Ricardo Barbosa.

O comandante não descarta a possibilidade de mergulhos para a colocação dos cabos. Retirado da água a embarcação será colocada em cima de um dique flutuante. Durante esse processo será feito o bombeamento da água e sedimento que estão armazenados dentro dos tanques do rebocador. A estimativa de conclusão dessa fase é de três a quatro dias.

G1 Santarém

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