Rebocador é deslocado para área de 20 metros de profundidade; condições para içamento são favoráveis

Já é possível ver a ponta do rebocador CXX para fora da água. A embarcação já foi deslocada para uma área de 20 metros de profundidade do Rio Amazonas, para facilitar a retirada.

Na tarde desta terça-feira (28), a ponta do rebocador CXX, da empresa de transportes Bertolini, foi vista pela primeira vez para fora da água, desde o dia 2 de agosto, quando aconteceu o acidente com o navio Mercosul Santos, próximo ao município de Óbidos, oeste do Pará, resultado no naufrágio da embarcação e desaparecimento de nove pessoas. Embarcação já está em uma área de 20 metros de profundidade, como planejado pela operação de salvatagem.

Segundo informações do comandante da Capitania Fluvial de Santarém, capitão Ricardo Barbosa, as chances da embarcação ser içada ainda esta semana são reais. Com chegada na área mais rasa, a operação de fundeio (soltar âncoras) já foi iniciada.

“Depois que eles colocarem o rebocador no fundo, nessa nova posição, a 20 metros de profundidade, a garra vai soltar o empurrador. Vai ser feita a colocação da rede em cima dele e o trabalho de desemborcamento. Ou seja, colocar o empurrador de cabeça para cima. Esse trabalho será feito com apoio da garra. A partir daí, serão feitas amarrações com cabos que serão presos no guindastes. Antes disso, a cábrea vai para sua balsa de apoio, será feita a retirada da garra e a amarração já pelos cabos. Aí será marcada a data para o içamento”, explicou capitão Ricardo Barbosa.

Embora ainda não tenha uma posição da empresa Smit, o comandante Ricardo Barbosa acredita que ainda nesta semana ocorra a retirada definitiva do empurrador de dentro d’água e colocação em cima do dique da Bertolini.

“Os equipamentos da Bertolini já estão todos lá, as bombas que vão fazer a retirada da água dos tanques. Então, o guindaste vai abaixar o empurrador, vai colocar em cima do dique flutuante, não vai depositar toda a carga, vai permanecer flutuando até que seja feito o trabalho de bombeamento dos tanques para diminuição de peso. E quando for encerrado esse trabalho, aí sim, ele vai ser colocado em cima do dique e o guindaste vai soltar ele. Aí será feita a liberação da empresa Smit para que os órgãos possam trabalhar no empurrador”, informou o capitão.

G1 Santarém

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