Iniciado exame de DNA das vítimas do naufrágio de rebocador

Iniciado exame de DNA das vítimas do naufrágio de rebocador no PA; resultado deve sair em 20 dias

Vítimas foram encontradas nos dias 5 e 6 de dezembro após pouco mais de quatro meses do naufrágio próximo a Óbidos. Corpos ficarão no CPC em Santarém até o resultado final do DNA.

Corpos foram localizados e resgatados nos dias 5 e 6 de dezembro (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

Corpos foram localizados e resgatados nos dias 5 e 6 de dezembro (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

Depois de uma longa espera e de várias etapas da operação que resgatou as nove vítimas do naufrágio do rebocador no rio Amazonas, a fase de identificação dos corpos iniciou na segunda-feira (11). O procedimento será feito por peritos criminais do Laboratório Forense do Centro de Perícias Criminais Renato Chaves, em Belém.

Os trabalhos para a identificação ocorrem em caráter de urgência e são divididos em sete etapas até o resultado final, que deve ser finalizado em 20 dias, segundo os órgãos de segurança. À medida que forem indentificados os corpos serão entregues a família para devido sepultamento.

As primeiras amostras com materiais genéticos foram coletadas ainda em Santarém e chegaram a Belém no dia 8 de dezembro. Os corpos permanecem armazenados em câmaras frigoríficas na unidade regional do CPC no oeste do Pará até a conclusão dos exames.

Bombeiros dentro do rebocador durante o resgate dos corpos das vítimas (Foto: CPC Renato Chaves/Divulgação)

Bombeiros dentro do rebocador durante o resgate dos corpos das vítimas (Foto: CPC Renato Chaves/Divulgação)

Como há vítimas que moravam em outros estados junto com os familiares, o CPC solicitou apoio da Polícia Técnica Científica do Amazonas, São Paulo e Maranhão, para colher material genético e encaminhá-los diretamente para Belém nos próximos dias.

O acidente

A embarcação com 11 tripulantes afundou depois de bater com um navio da Mercosul Line no dia 2 de agosto deste ano. Duas pessoas conseguiram se salvar. De acordo com a Marinha do Brasil, o rebocador seguia no sentido oposto quanto bateu com o navio, por volta de 4h30. Equipes do Corpo de Bombeiros de Santarém e de Belém, composta por mergulhadores e militares da Capitania Fluvial e Marinha do Brasil, fizeram buscas, mas ninguém foi encontrado.

Após pouco mais de quatro meses a empresa Smit, contratada para executar o plano de resgate da embarcação, iniciou o içamento do rebocador.

Rebocador foi içado e colocado em cima de uma balsa após quatro meses depois do acidente (Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós)

Rebocador foi içado e colocado em cima de uma balsa após quatro meses depois do acidente (Foto: Débora Rodrigues/TV Tapajós)

Etapas do plano

  1. A primeira inclui a chegada do guindaste flutuante e a realização da inspeção por sonar estacionário de alta definição, para saber o posicionamento do empurrador no rio Amazonas, e, posteriormente, a instalação do sistema de fundeio (quadro de boias);
  2. Na segunda etapa serão resgatados, se houver, os corpos dos desaparecidos, com a participação do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), auxiliado pelo Corpo de Bombeiros. Só após o içamento, as equipes desses órgãos terão acesso ao rebocador;
  3. A terceira etapa é destinada ao transporte das vítimas, se houver, em uma embarcação específica. Atendendo ao pedido das famílias, o CPC vai acelerar a retirada e identificação prévia, para evitar a exposição.

Corpos encontrados

No dia 5 de dezembro, com o rebocador em cima de uma balsa os primeiros corpos foram localizados. No dia seguinte foi feita a localização e o resgate das demais vítimas. Segundo o CPC, os corpos estavam esqueletizados e semi esqueletizados. Os nove corpos foram transferidos de Óbidos para Santarém em uma lancha.

 G1 Santarém

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