Mãe e irmã prestam homenagem póstuma a subtenente Silvia Margarida no local onde ela foi morta

Há exatos dois anos, a policial recebeu um tiro na cabeça quando seguia do 3º BPM para a casa da mãe. O acusado do crime queria a pistola da militar.

Homenagem foi feita  no cruzamento da Avenida Plácido de Castro com a rua Agripina de Matos, no bairro Caranazal (Foto: Serafina Campos/Arquivo Pessoal)

Homenagem foi feita no cruzamento da Avenida Plácido de Castro com a rua Agripina de Matos, no bairro Caranazal (Foto: Serafina Campos/Arquivo Pessoal)

Dois anos já se passaram, mas a dor da partida prematura da subtenente da Polícia Militar Silvia Margarida, continua presente no dia a dia de seus familiares. Nesta quinta-feira (14), data em que completa dois anos da morte da policial, a mãe e a irmã da militar estiveram no local onde ela foi alvejada no bairro Caranazal, em Santarém, no oeste do Pará, prestando homenagem à memória da policial.

Sílvia tinha mais de 20 anos de carreira militar, não tinha inimizades e era uma pessoa dedicada ao serviço e as ações da igreja. Enquanto ela foi soldado, cabo e sargento, atuou combatendo o crime nas ruas do município. Após se tornar subtenente, passou a comandar as guarnições e trabalhava no serviço administrativo do 3º Batalhão de Polícia Militar. À época, ela deixou dois filhos, um de 8 e outro de 14 anos.

Silvia Margarida Campos de Sousa (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

Silvia Margarida Campos de Sousa (Foto: Reprodução/TV Tapajós)

O caso teve grande repercussão na região oeste do Pará. A militar estava fardada, havia saído do trabalho e seguia para a casa da mãe pela Avenida Plácido de Castro, esquina com a rua Agripina de Matos quando foi abordada por um homem de moto e logo em seguida baleada na cabeça.

Após a ação, o autor do disparo, Sebastião Barbosa Neto fugiu com a arma da militar. Sílvia Margarida chegou a ser socorrida, mas devido ao ferimento na cabeça não resistiu.

Subtenente foi morta às proximidades do quartel da PM (Foto: Andressa Azevedo/G1 Arquivo)

Subtenente foi morta às proximidades do quartel da PM (Foto: Andressa Azevedo/G1 Arquivo)

O acusado foi preso um dia depois no município de Rurópolis, no sudoeste do estado e confessou ter atirado contra a policial. Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), Neto tem passagem pela polícia por outros crimes praticados em Santarém e Juruti, de onde é natural.

Após a prisão, Sebastião Neto foi transferido para Presídio Estadual Metropolitano I, no Complexo Penitenciário de Marituba, na região metropolitana de Belém, de onde fugiu com outros presos por um túnel no dia 20 de outubro de 2016.

Julgamento

Após fugas dos presídios onde ficou custodiado, Sebastião Neto foi recapturado pela Polícia Civil de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), por uso de documento falso. Ele foi transferido para Santarém e, posteriormente, para Marituba.

No dia 27 de julho deste ano o réu foi a júri em Santarém e recebeu a condenação de 30 anos de reclusão em regime fechado. Na decisão, o juiz determinou que a arma usada por Sebastião Neto no crime de latrocínio fosse encaminhada ao comando do Exército para destruição.

Fonte G1 Santarém

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